As taxas dos DIs cederam na maioria dos prazos após nova pesquisa eleitoral apontar empate técnico.
A curva de Depósito Interfinanceiro (DI) cedeu na maioria dos vencimentos no dia 10 de setembro. A taxa para janeiro de 2029 encerrou a sessão a 13,810% ante 13,625% do fechamento anterior, uma queda de 5 pontos-base. O vencimento para janeiro de 2036 recuou 11 pontos-base, terminando a 14,120% contra 14,230% de quarta-feira, 9 de setembro. Apenas o DI para janeiro de 2027 subiu 1 ponto-base, fechando perto da estabilidade em 13,595% ante 13,580%.
O movimento dos títulos brasileiros destoou dos Treasuries dos Estados Unidos. O petróleo em alta e uma recompra de títulos abaixo do esperado pelo Tesouro norte-americano impulsionaram os rendimentos por lá. Por volta das 18h de Brasília, o rendimento do Treasury de 2 anos operava a 4,586% contra 4,427% do ajuste anterior, enquanto o de 10 anos avançava para 4,961% ante 4,84%.
A dinâmica local refletiu a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para um possível segundo turno presidencial. O levantamento apontou Flávio Bolsonaro com 46,4% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 46,2%, caracterizando empate técnico sob margem de erro de 1 ponto porcentual. A vantagem anterior de 4,5 pontos de Lula passou para uma margem numérica de 0,4 ponto para Bolsonaro, enquanto brancos, nulos e indecisos caíram de 10,3% para 7,4%. Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, afirmou que o mercado precifica expectativa crescente de vitória de Bolsonaro.
O mercado também acompanhou a crise no Supremo Tribunal Federal e o exterior. Houthis assumiram o controle do porto de Mocha, no Iêmen, ampliando o risco no Mar Vermelho, enquanto o fluxo no Estreito de Ormuz seguiu restrito por conta de ataques recentes a navios petroleiros.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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