O barril superou US$ 107 e o mercado elevou a quase 70% a chance de aperto nos juros pelo banco central americano.
O S&P 500 completou sua quarta sessão consecutiva de perdas em 10 de setembro de 2026. A procura por risco diminuiu após o petróleo Brent superar US$ 107 por barril diante de receios de interrupções na oferta com o conflito entre Estados Unidos e Irã. Perto do meio-dia em Nova York, o Brent subia 5,65%, a US$ 106,93 por barril, enquanto o WTI avançava 5,76%, para US$ 101,58.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos subiram em diversos vencimentos. A taxa de dois anos avançou 13 pontos-base e superou 4,5% pela primeira vez desde 2024, enquanto o papel de 30 anos atingiu a máxima desde 2007. O rendimento da nota de 10 anos subiu 10 pontos-base, para 4,94%, acompanhado por uma operação de opções de US$ 14 milhões com aposta de taxa a 5% antes de 20 de novembro. Em leilão, o Tesouro colocou US$ 22 bilhões em papéis de 30 anos a 5,308%, com os negociadores primários absorvendo apenas 2,2% do lote.
A precificação do mercado elevou para cerca de 70% a chance de o Federal Reserve subir os juros na reunião de 15 e 16 de setembro. Os investidores também embutiram integralmente uma alta para outubro, ante a expectativa anterior voltada para dezembro. A mudança refletiu o índice de preços ao produtor de agosto, que avançou 0,4% no mês e 5,4% na comparação anual contra 2025.
Em outras frentes, o Banco Central Europeu aumentou sua taxa de depósito em 25 pontos-base, para 2,5%, alertando para inflação persistente. O bitcoin caiu até 2,1%, para US$ 76.663, registrando o quarto dia de baixa consecutivo, enquanto o ouro ficou perto de US$ 4.400 por onça.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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