A moeda brasileira teve um dos melhores desempenhos globais com o cenário eleitoral no radar.
No dia 10 de setembro, o dólar à vista terminou o dia em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,1026, depois de registrar mínima de R$ 5,0826 e máxima de R$ 5,1457. O euro comercial recuou 0,38%, negociado a R$ 5,9240. Perto do fechamento, o índice DXY avançava 0,26%, aos 99,070 pontos, descolado da valorização da moeda brasileira.
O real apresentou o terceiro melhor desempenho entre as 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor, ficando atrás apenas do rublo russo e do peso colombiano. A divisa reverteu as perdas do início do dia, motivadas pela aversão a risco no exterior e pelo petróleo acima de US$ 105 o barril. Operadores associaram a virada a relatos de números favoráveis ao senador Flávio Bolsonaro em pesquisas de acompanhamento, o que reduziu o prêmio de risco doméstico.
No mercado de opções, a volatilidade implícita de um e dois meses subiu para perto de 19%, contra cerca de 15,5% na semana anterior. Alvaro Vivanco, estrategista macro para mercados emergentes do Wells Fargo, estimou um patamar justo de R$ 5,00 por dólar, com projeção de R$ 4,75 em caso de vitória de Bolsonaro ou R$ 5,30 em caso de continuidade com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Já o Citi indicou que as taxas implícitas apontam para uma pausa nos cortes de juros no início de 2027 e maior probabilidade de altas da Selic adiante.
A sessão também teve atuação do Banco Central por meio de leilão de venda de dólares à vista casado com swap reverso, com injeção de US$ 1 bilhão no mercado à vista. O spread da taxa do casado recuou de patamar superior a 1,5% para algo em torno de 1,3%.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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